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Maduro admite telefonema com Trump e cogita abandonar a Venezuela em troca de garantias

Maduro-1024x575 Maduro admite telefonema com Trump e cogita abandonar a Venezuela em troca de garantias
Foto: Miguel Gutierrez/MTI/MTI

Presidente venezuelano confirma conversa cordial com líder norte-americano e sinaliza disposição para deixar o país caso receba anistia, suspensão de sanções e arquivamento de processos internacionais

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou em Caracas que manteve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Maduro, a chamada partiu da Casa Branca em Washington para o Palácio de Miraflores e foi conduzida em tom “respeitoso” e “cordial”.

Maduro afirmou que, se o telefonema representa passos para um diálogo entre os dois países, “o diálogo é bem-vindo, a diplomacia é bem-vinda”, destacando que sempre buscará a paz.

Apesar do tom positivo, a administração norte-americana tem reiterado que não deseja ver Maduro permanecer no poder. De acordo com informações da Reuters, quatro fontes próximas às negociações revelaram que o presidente venezuelano teria indicado disposição para abandonar o país, desde que fossem atendidas três condições:

  • Anistia para ele e sua família;

  • Suspensão das sanções econômicas impostas pelos EUA;

  • Arquivamento do processo contra ele no Tribunal Penal Internacional.

A pressão dos Estados Unidos sobre o regime venezuelano continua intensa. Washington ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro, classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista e, nas últimas semanas, reforçou sua presença militar no Caribe, além de anunciar operações da CIA em território venezuelano.

O telefonema entre Maduro e Trump expõe um cenário de barganha política: enquanto Maduro busca garantias pessoais para uma eventual saída, os EUA mantêm forte pressão diplomática e militar para acelerar uma transição. A possibilidade de o presidente venezuelano abandonar a Venezuela marca um ponto crítico na crise que há anos paralisa o país.

 

Da Redação — Vai Vendo Brasil com informações da Euronews

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