Adicione o texto Milhares de manifestantes bloqueiam ruas em Giessen contra a criação da juventude do AfD; polêmica sobre a SS nazista reacende debate políticodo seu título aqui
Giessen, Alemanha – A cidade de cerca de 93 mil habitantes foi palco neste sábado de uma das maiores mobilizações antifascistas da história recente da Alemanha. Cerca de 50 mil manifestantes se reuniram para protestar contra a convenção do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que fundou sua nova organização juvenil, batizada de Generation Germany (Geração Alemanha).
Bloqueios e confrontos
Grupos de manifestantes bloquearam estradas e acessos ao centro de convenções de Giessen, onde cerca de 1.000 delegados do AfD se reuniram.
A polícia mobilizou 6.000 agentes de várias regiões da Alemanha, usou gás pimenta e ameaçou empregar canhões de água para dispersar bloqueios.
Entre os cartazes e bandeiras, destacaram-se movimentos como Omas gegen Rechts (“Avós contra a extrema-direita”), sindicatos, partidos de esquerda e até bandeiras palestinianas.
Contexto político
O AfD conquistou mais de 20% dos votos nas eleições nacionais de fevereiro, tornando-se o maior partido de oposição.
O partido cresceu inicialmente com discurso anti-imigração e hoje explora o descontentamento com o governo de coalizão do chanceler Friedrich Merz.
Líderes como Alice Weidel, Tino Chrupalla e Alexander Gauland participaram da convenção, que também definiu estatutos e estruturas internas da nova juventude.
Polêmica da SS nazista
A relação do AfD com o passado nazista voltou ao centro do debate. Em 2024, o partido foi expulso da frente de extrema-direita no Parlamento Europeu após declarações de um dirigente que relativizaram os crimes da SS nazista, afirmando que “nem todos eram criminosos”.
A SS foi a força paramilitar responsável por implementar o Holocausto e outras atrocidades do regime de Hitler.
A fala gerou indignação internacional e reforçou acusações de que setores do AfD flertam com ideologias nazistas.
A agência de inteligência interna alemã já classificou a antiga ala juvenil do AfD como grupo extremista de direita, o que levou à sua dissolução em março.
Mobilização social
Sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais organizaram os protestos.
O porta-voz da aliança Resist declarou: “Não permitiremos que a próxima geração de fascistas violentos se organize em Hessenhallen.”
A deputada Janine Wissler (Die Linke) esteve presente como observadora parlamentar e disse que o objetivo era enviar um sinal claro contra o fascismo.
Conclusão
Os protestos em Giessen revelam a rejeição de parte da sociedade alemã ao avanço do AfD e à criação de sua nova juventude. A polêmica sobre a SS nazista reforça a percepção de que, embora não se declare nazista, o partido carrega discursos e símbolos que ecoam o passado sombrio da Alemanha.
Fonte: Euronews
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