O surto coletivo e a romantização do ódio como virtude política
Introdução
O Brasil atravessa um momento de intensa polarização política, em que narrativas se sobrepõem aos fatos e emoções coletivas moldam percepções da realidade. Nesse contexto, observa-se uma inversão de padrões morais: um ex-presidente condenado em várias instâncias por corrupção ativa e passiva foi reabilitado e transformado em “mocinho”, enquanto Jair Bolsonaro, sem condenações definitivas por corrupção, é retratado como vilão, alvo de acusações vistas por muitos como arbitrárias. Essa distorção revela não apenas a força das narrativas, mas também o impacto de um surto coletivo que afeta parte da sociedade.
O Presidente Ex Condenado como “Mocinho”
Condenações comprovadas: Diversas instâncias judiciais confirmaram práticas de corrupção ativa e passiva.
Reabilitação narrativa: Decisões anuladas por questões processuais permitiram reconstruir sua imagem como vítima de perseguição.
Romantização midiática: Setores da imprensa e da sociedade passaram a retratá-lo como herói popular, relativizando crimes comprovados.
Bolsonaro como “Vilão”
Ausência de provas consolidadas: Apesar de investigações, não há condenações definitivas por corrupção.
Prisão arbitrária: Críticos apontam que medidas judiciais contra Bolsonaro carecem de fundamentação sólida, sendo vistas como perseguição política.
Narrativa criminalizante: A imagem de vilão foi construída como se fosse inimigo da democracia, mesmo sem materialidade equivalente.
Psicopatia Coletiva e Desvios Morais
Surto coletivo: Parte da sociedade esquerdista parece viver um estado de “psicopatia coletiva”, em que o ódio e a idolatria substituem a racionalidade.
Desvios de padrões morais: Crimes comprovados são relativizados, enquanto acusações frágeis são amplificadas.
Instituições em xeque: O protagonismo de figuras como Alexandre de Moraes reforça a percepção de ativismo judicial, ampliando a sensação de arbitrariedade e insegurança jurídica.
Consequências para a Democracia
Confusão social: A inversão moral desorienta a população e fragiliza a confiança nas instituições.
Polarização extrema: O surto coletivo alimenta divisões irreconciliáveis.
Risco democrático: Quando narrativas se sobrepõem aos fatos, a democracia se torna refém de paixões irracionais.
Conclusão
O Brasil vive uma inversão de padrões morais que transcende o campo jurídico e se instala no imaginário coletivo. O condenado vira mocinho; o acusado sem provas, vilão. Parte da sociedade esquerdista, em surto de psicopatia coletiva, romantiza o ódio e relativiza crimes, enquanto figuras como Alexandre de Moraes reforçam a percepção de arbitrariedade. Mais do que uma disputa entre personagens, trata-se de um alerta: sem resgate da racionalidade e da moralidade, a democracia corre o risco de ser sequestrada por narrativas convenientes e paixões irracionais.
Jorge Ramos Jornalista, Comentarista Político, articulista e cronista. Consultor financeiro e securitário. Graduado em Administração/Gestão Pública e pós-graduado em Direito Constitucional.
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