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Ministro Fux dá aula de Direito Constitucional e é acusado de “bolsonarismo” por petistas — apesar de ter sido indicado ao STF por Dilma Rousseff

FUX-e-DILMA-1-1024x576 Ministro Fux dá aula de Direito Constitucional e é acusado de “bolsonarismo” por petistas — apesar de ter sido indicado ao STF por Dilma Rousseff
Foto: Divulgação/ Arte: VVB SP News

Apesar de ter sido indicado ao STF pela presidente petista Dilma Rousseff, Luiz Fux é acusado por parlamentares do PT de agir como “bolsonarista” ao defender garantias constitucionais em julgamento de Bolsonaro.

Brasília, 11 de setembro de 2025 — O voto do ministro Luiz Fux no julgamento da Ação Penal 2668, que investiga Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado, provocou intensos debates jurídicos e políticos. Com mais de 13 horas de duração, Fux apresentou uma defesa contundente dos princípios constitucionais, como o juiz natural, o devido processo legal e a ampla defesa — e acabou sendo rotulado por alguns parlamentares petistas como “bolsonarista”.

O voto técnico que virou polêmica Durante sua manifestação, Fux rejeitou a tese de autogolpe e votou pela absolvição de Bolsonaro no ponto que trata de organização criminosa. Segundo o ministro, não havia elementos suficientes para configurar esse crime, e o julgamento deveria respeitar os limites da Constituição. Ele também criticou o volume de provas apresentadas — cerca de 70 terabytes — e apontou possível cerceamento de defesa.

Indicado por Dilma Rousseff O que muitos críticos parecem ignorar é que Luiz Fux foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Ele assumiu a vaga deixada por Eros Grau e foi o primeiro nome escolhido por Dilma para compor a Corte. A ironia não passou despercebida por parlamentares da oposição, que destacaram o fato de um ministro indicado pelo PT estar sendo acusado de alinhamento com o bolsonarismo.

Reações políticas A fala de Fux foi imediatamente repercutida nas redes sociais e nos corredores do Congresso. Deputados da base governista, especialmente ligados ao PT, acusaram o ministro de “alinhamento ideológico” com o bolsonarismo. Lindbergh Farias chegou a afirmar que “seguir a Constituição virou sinônimo de ser bolsonarista”, numa crítica à suposta seletividade jurídica.

Constituição em xeque ou em prática? Juristas e analistas políticos divergem. Para alguns, o voto de Fux foi uma demonstração de independência e respeito às garantias fundamentais. Para outros, representou uma tentativa de blindagem política. O episódio reacende o debate sobre a judicialização da política e a politização da Justiça.

O que está em jogo Mais do que o destino de Bolsonaro, o julgamento expõe as tensões entre os poderes e a fragilidade institucional diante de crises políticas. A Constituição de 1988, frequentemente invocada por todos os lados, torna-se palco de disputas narrativas — ora como escudo, ora como espada.

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