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Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão em sessão marcada por ironias e risos no STF

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Foto: Divulgação/ Arte VVB SP News

Em julgamento da dosimetria das penas, ministros do Supremo elevam tom e aplicam pena histórica ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado

Em uma sessão que mais parecia roteiro de série política com pitadas de sarcasmo, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. A decisão veio durante a fase de dosimetria das penas, após o tribunal já ter formado maioria pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus envolvidos na trama golpista de 2022.

O clima da sessão foi tudo menos protocolar. Ministros usaram metáforas, ironias e até zombarias para justificar a gravidade da pena. Alexandre de Moraes, por exemplo, não poupou palavras ao afirmar que “não se trata de um simples ato político, mas de uma tentativa real de ruptura institucional”.

A pena inclui condenações por:

  • Organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Golpe de Estado

  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça

  • Deterioração de patrimônio tombado

Apesar da sentença, Bolsonaro e os demais réus não serão presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Caso os recursos sejam rejeitados, a prisão será efetivada — mas não em presídios comuns. Como oficial do Exército, Bolsonaro tem direito à prisão especial, conforme prevê o Código de Processo Penal.

A sessão também definiu penas para outros integrantes do chamado “Núcleo 1”, composto por militares e ex-integrantes do governo, como Braga Netto e Anderson Torres. O julgamento segue com repercussões intensas no cenário político e jurídico.

Enquanto isso, o STF parece ter deixado claro: zombaria não é só para memes, também pode ser ferramenta de retórica institucional.

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