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O Bêbado, o Descondenado e o Empresário Equilibrista

Bebado-e-o-equilibrista O Bêbado, o Descondenado e o Empresário Equilibrista
Foto: Divulgação/ Internet/ Arte: VVB Sp News

Uma crônica sobre o Brasil onde quem trabalha é suspeito, quem prospera é odiado, e quem foi preso agora é aplaudido — tudo embalado pelo discurso do “bêbado e descondenado”, como bem definiu o senador Magno Malta.

Na esquina da moral com a contradição, lá vem ele: o Bêbado. Não o da música, que sonha com a volta do irmão do Henfil. Esse aqui é outro — o que nunca produziu um parafuso, nunca gerou um emprego, mas viveu de eleição em eleição, sempre bancado por quem acha que viver de esmola estatal é projeto de país.

Foi o senador Magno Malta quem cravou com precisão cirúrgica: “bêbado e descondenado”. E não é exagero. Condenado por corrupção, preso por desvio, e agora solto por conveniência jurídica — como se a cela tivesse sido um spa com direito a massagem constitucional. Saiu de lá com ares de mártir, como se tivesse sido crucificado por tentar salvar o Brasil com discursos e jantares pagos com dinheiro público.

E quando abre a boca, é sempre o mesmo script: “não vou governar para os banqueiros da Faria Lima”. Claro, porque governar para quem trabalha, investe e paga imposto é coisa de gente que acredita em meritocracia — e isso, convenhamos, não dá voto em quem vive da dependência. O discurso é sempre “eles contra nós”, como se o país fosse um reality show onde o prêmio é a próxima estatal.

Mas por trás da retórica, o que sobra é inveja. Inveja de quem acorda cedo, paga imposto, gera emprego e ainda tem que ouvir que é “elite opressora”. Inveja de quem prospera sem precisar de gabinete, sem precisar de cargo, sem precisar de bajular partido. Porque gastar o próprio dinheiro é quase um crime num país onde viver do Estado virou estilo de vida.

Enquanto isso, o Empresário Equilibrista segue tentando sobreviver. Um pé na esperança, outro no prejuízo, e a cabeça no limite do cartão. Ele não tem tempo pra revolução — está ocupado tentando pagar o décimo terceiro e escapar da próxima multa da Receita. Vê o Bêbado discursar na TV e pensa: “Se eu bebesse tanto, talvez entendesse esse país.”

E os lulistas? Ah, os luletes. Com suas bandeiras vermelhas e slogans de 2003, juram que têm um plano. Mas o plano é sempre o mesmo: dividir para conquistar, gritar para convencer, prometer para esquecer. O projeto de país é um PowerPoint sem slide final, onde o gráfico da esperança está sempre em queda.

E o povo? O povo assiste. Uns com coxinha, outros com mortadela. Uns com raiva, outros com ressaca. Porque no Brasil, até a esperança tem prazo de validade — e o otimismo, às vezes, é só mais uma dose.

Jorge Ramos Jornalista, Comentarista Político, articulista e cronista. Consultor financeiro e securitário. Graduado em Administração/Gestão Pública. Pós-graduado em Direito Constitucional.

 

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