
Com mais de 30 milhões de visualizações, vídeo de Felca expõe abusos contra menores e leva à prisão de influenciadores investigados por tráfico humano e exploração infantil
O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, provocou uma verdadeira onda de repercussões nacionais após publicar um vídeo-denúncia sobre a “adultização” de crianças nas redes sociais. Com mais de 30 milhões de visualizações, o conteúdo expôs práticas de exploração infantil por criadores de conteúdo, gerando indignação pública, investigações e prisões.
Entre os alvos da denúncia está o influenciador Hytalo Santos, preso em Carapicuíba (SP) junto com seu marido, Israel Nata Vicente. Ambos são investigados por tráfico humano e exploração sexual infantil, conforme mandado expedido pela Justiça da Paraíba. A prisão foi executada após o vídeo de Felca viralizar e mobilizar autoridades, incluindo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Felca, que começou sua trajetória no YouTube em 2012 com vídeos de humor, usou sua plataforma para alertar sobre os perigos da exposição precoce de crianças em conteúdos sensuais. Ele criticou pais que incentivam esse tipo de conteúdo e denunciou o papel dos algoritmos que favorecem esse comportamento.
A repercussão foi tão intensa que parlamentares passaram a discutir projetos de lei para combater a “adultização infantil” nas redes sociais. A Câmara já anunciou que vai pautar um texto sobre o tema nos próximos 30 dias.
Nas redes, o apoio ao influenciador foi massivo. Seguidores elogiaram sua coragem e pediram proteção diante da gravidade das denúncias. “Felca foi gigante. Que isso vire um marco contra abusos online”, escreveu um internauta.
O “Efeito Felca” mostra como a força de um conteúdo bem fundamentado pode provocar mudanças reais — da mobilização popular à ação judicial. E reacende um debate urgente sobre os limites da exposição infantil na era digital.
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