
Carta assinada por parlamentares de ultradireita europeus acusa ministro do STF de censura e abuso de poder, mas iniciativa enfrenta resistência dentro do Parlamento.
Um grupo de 16 parlamentares europeus ligados à ultradireita enviou uma carta à União Europeia pedindo sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em ação que ecoa o discurso do ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
Principais trechos da carta
Os eurodeputados acusam Moraes de:
“Assumir unilateralmente o papel de investigador, promotor e juiz.”
“Emitir ordens secretas para censurar discursos políticos.”
“Bloquear bens e prender críticos sem o devido processo legal.”
“Supervisionar a acusação politizada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.”
“Banir Bolsonaro de usar redes sociais ou retransmitir entrevistas.”
“Ameaçar não só a democracia do Brasil, mas também a ordem democrática global.”
O texto conclui com um apelo:
“A UE deve enviar uma mensagem clara de que o autoritarismo judicial e a censura não serão tolerados.”
Quem assinou
Entre os signatários estão:
Dominik Tarczynski (Polônia, ultranacionalista)
Deputados de partidos como Vox (Espanha), Chega (Portugal), Reunião Nacional (França) e Voz da Razão (Grécia)
Representam apenas 2% do Parlamento Europeu, mas têm apoio de Eduardo Bolsonaro, que pote ter articulado o movimento
Contexto e reações
Apesar da pressão, a proposta de usar a Lei Magnitsky Europeia — que já puniu autoridades por violações graves de direitos humanos — foi considerada exagerada por outros parlamentares.
O investidor britânico William Broder, criador da versão americana da lei, se posicionou contra a ideia, afirmando:
“O juiz brasileiro Alexandre de Moraes não se enquadra como abusador de direitos humanos ou cleptocrata.”
Repercussão
Especialistas apontam que a iniciativa tem pouco respaldo político no bloco europeu, mas levanta preocupações sobre tentativas de internacionalizar disputas judiciais internas do Brasil e promover campanhas de desinformação transnacional.
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