
Ministro do STF responde às sanções da Lei Magnitsky com discurso contundente e indireta a filho de Bolsonaro nos EUA, reafirmando autoridade judicial e rejeitando pressões externas.
Brasília, 1º de agosto de 2025
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elevou o tom em seu mais recente discurso, respondendo diretamente às sanções impostas pelos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky. A fala, marcada por críticas incisivas e forte linguagem simbólica, foi interpretada como uma reafirmação da autoridade institucional do Judiciário brasileiro — e de sua própria posição no centro das ações contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023.
“Não haverá anistia para os pseudo-patriotas que atacaram a democracia brasileira,” declarou Moraes. Sem citar nomes, o ministro fez alusão direta a um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos e mencionado nos documentos que justificaram as sanções. A referência foi sutil, mas carregada de significado político.
Características do discurso:
Personalização simbólica: o ministro evitou nomes, mas usou expressões como “organização criminosa covarde e traiçoeira”, atribuindo aos acusados responsabilidade direta pelos eventos golpistas.
Aparente paradoxo jurídico: embora tenha enfatizado o respeito ao rito judicial e à transparência, o discurso teve um forte viés pessoal e político, misturando o institucional com o opinativo.
Resgate histórico e literário: Moraes citou Machado de Assis e Abraham Lincoln, reiterando a ideia de soberania judicial e independência nacional frente a pressões externas.
Tensão diplomática As sanções da Lei Magnitsky reacenderam o debate sobre a autonomia das instituições brasileiras diante de medidas internacionais que, segundo o ministro, tentam interferir no funcionamento do Judiciário. Moraes comparou as ações dos sancionados à tentativa de sabotagem da democracia e afirmou que o Brasil não se curvará a chantagens — internas ou externas.
Repercussão política O discurso já provoca reações no Congresso. Parlamentares aliados ao governo classificaram a fala como necessária e firme, enquanto opositores acusam o ministro de extrapolar seu papel e agir de maneira autoritária. A dúvida que paira é como esse embate pode influenciar futuros julgamentos e a estabilidade institucional do país.
Descubra mais sobre Vai Vendo Brasil Sp News
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.