
Brasília — A Câmara dos Deputados oficializou a substituição de sete parlamentares em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou os critérios de distribuição das sobras eleitorais das eleições de 2022.
Com a nova interpretação do STF, partidos que antes ficavam de fora da distribuição das vagas remanescentes — por não atingirem 80% do quociente eleitoral — passaram a ter direito às cadeiras, provocando uma retotalização dos votos e a entrada de novos nomes no Parlamento.
Mudanças:
Deputados que perderam o mandato:
Silvia Waiãpi (PL-AP)
Sonize Barbosa (PL-AP)
Professora Goreth (PDT-AP)
Augusto Puppio (MDB-AP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
Lebrão (União-RO)
Deputados que assumiram os cargos:
Paulo Lemos (PSOL-AP)
André Abdon (PP-AP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Aline Gurgel (Republicanos-AP)
Tiago Dimas (Podemos-TO)
Rafael Fera (Podemos-RO)
Professora Marcivania (PCdoB-AP
A troca provocou impacto na composição das bancadas partidárias. O PL, por exemplo, perdeu duas cadeiras, enquanto partidos como PSOL, PCdoB e PSB ganharam representatividade. A decisão foi criticada por parte dos deputados substituídos, que anunciaram que irão recorrer.
Entenda a decisão do STF:
O tribunal entendeu que todos os partidos devem ter direito a disputar as sobras eleitorais, reforçando o caráter proporcional do sistema. Segundo os ministros, restringir esse acesso fere o princípio democrático e a representatividade.
Especialistas apontam que a nova interpretação pode mudar o jogo político em próximas eleições, dando mais força a partidos menores e promovendo maior pluralidade na Câmara.
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