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Hugo Motta diz ter “ódio e nojo à ditadura” — mas qual ditadura ele repudia?

Hugo-Motta Hugo Motta diz ter “ódio e nojo à ditadura” — mas qual ditadura ele repudia?
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de afirmar ter “ódio e nojo” da ditadura e citar Ulysses Guimarães, presidente da Câmara Hugo Motta proíbe reunião durante recesso

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), causou repercussão ao afirmar em seu discurso de posse, em fevereiro de 2025: “Tenho ódio e nojo à ditadura”, citando a célebre frase de Ulysses Guimarães, símbolo da redemocratização brasileira. A declaração foi acompanhada de gestos simbólicos, como erguer a Constituição de 1988 e mencionar o filme Ainda Estou Aqui, que retrata a repressão da ditadura militar contra o ex-deputado Rubens Paiva.

A que ditadura ele se refere? Tudo indica que Motta se referia à ditadura militar (1964–1985). Ele fez menções explícitas à repressão daquele período, à atuação de Ulysses Guimarães na Constituinte e ao filme que denuncia crimes do regime militar. A frase foi usada em um contexto de defesa da democracia, da imprensa livre e da independência entre os Poderes.

Mas há contradições? Sim, e elas têm gerado críticas:

  • Apesar do discurso contra a ditadura, Motta proibiu reuniões de comissões durante o recesso parlamentar, justamente quando deputados bolsonaristas tentavam aprovar moções de apoio a Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe. A oposição acusou a medida de “censura”, embora Motta tenha alegado respeito ao regimento interno.

  • Motta também foi eleito com apoio de partidos bolsonaristas, como o PL, e tem buscado conciliação com grupos que frequentemente atacam o STF e relativizam os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Isso levanta dúvidas sobre a coerência entre seu discurso institucional e suas alianças políticas.

  • Em 2016, Motta votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, num processo que muitos juristas consideram controverso e marcado por interesses políticos — o que também contrasta com sua atual defesa da estabilidade democrática.

Em resumo: Hugo Motta parece se referir à ditadura militar quando expressa repúdio, mas sua atuação política atual — especialmente ao buscar apoio de grupos que flertam com autoritarismo — levanta questionamentos sobre a consistência e profundidade desse posicionamento.


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