
O presidente argentino propõe mudanças significativas no bloco, gerando controvérsias e desafios internos
O presidente da Argentina, Javier Milei, assumiu recentemente a presidência rotativa do Mercosul durante a 65ª cúpula do bloco em Montevidéu. Em seu discurso, Milei propôs uma maior flexibilidade e autonomia comercial para os membros do Mercosul, permitindo que cada país busque acordos comerciais que sejam convenientes para seus interesses. Ele também criticou o bloco, referindo-se a ele como uma “prisão” que impede os países membros de aproveitarem suas vantagens comparativas e potencial exportador.
Milei destacou a necessidade de revisar a tarifa externa comum, que ele considera excessivamente alta, e propôs ajustes para garantir uma inserção mais competitiva nos mercados globais. Ele enfatizou que o Mercosul deve se adaptar às necessidades atuais de seus membros ou enfrentar a possibilidade de dissolução.
Essa postura gerou desconforto entre alguns membros do bloco, especialmente aqueles que defendem a manutenção da unidade e das regras atuais do Mercosul. O governo brasileiro, por exemplo, vê com ceticismo a aproximação de Milei com Donald Trump e a ideia de negociar acordos bilaterais fora do Mercosul.